Autocontrole é a habilidade que diferencia um ser evoluído de um ser primitivo

1 dezembro, 2013

O que você entende por “autocontrole”?

Como você se sente quando ouve a palavra autocontrole?

 

Para alguns, essa palavra tem conotação negativa: algo difícil, doloroso, rigidez, perda de liberdade, etc.

Para outros, é algo que gostariam de ter, mas é um sonho distante. Admiram as pessoas que têm autocontrole e os resultados que alcançam, mas não se sentem capazes de ser como elas.

 

Autocontrole é a habilidade de controlar a si mesmo.

 

Pense: se você não consegue controlar a si mesmo, quem está controlando você? Quem está mandando em você?

 

Você já ouviu aquela frase: “ser dono do seu próprio nariz”.  Esse é alguém que tem autocontrole.

 

Ter autocontrole é ter controle sobre sua própria vida.

 

Não ter autocontrole é ser vítima das circunstâncias. É ser escravo de suas próprias emoções e impulsos primitivos. É como ter uma criança de 4 anos mandando em sua vida.

 

O autocontrole está relacionado com a escolha entre o resultado de curto prazo e o resultado de longo prazo.

Existe uma luta interna entre o curto prazo e o longo prazo (o prazer de comer um bolo de chocolate agora – resultado de curto prazo e a satisfação de ter um corpo esbelto – resultado de longo prazo).

 

Ter autocontrole significa fazer uma boa escolha enxergando além do curto prazo.

 

O autocontrole permite a você abrir mão de um prazer imediato para ter uma recompensa futura maior.

 

O autocontrole permite você frear seus impulsos agressivos para evitar graves consequências futuras.

 

O autocontrole é uma das habilidades que  tornaram possível ao ser humano a evolução que outros animais não tiveram.

 

O autocontrole é uma habilidade crucial para sucesso em qualquer área.

 

É uma habilidade como qualquer outra. Habilidade de ler e escrever, de dirigir um automóvel, de andar de bicicleta, de fazer cálculos matemáticos, de desenhar, de cantar, de tocar um instrumento musical, etc.

 

Quer saber mais sobre autocontrole?

 

Estarei realizando uma palestra gratuita online sobre autocontrole nesta segunda-feira, dia 2/12/2013 às 21h.

Inscreva-se aqui:  http://mizuji.com/autocontrolepalestra.htm

 


Você tem medo de vender?

10 novembro, 2013

Vender ou morrer. Eis a questão.


Hábitos

23 setembro, 2013

Hábitos são interessantes.

Hábitos são úteis.

Hábitos nos poupam esforço.

Hábitos são comportamentos automáticos.

Você simplesmente faz. Não precisa de esforço.

Às vezes, você faz e nem percebe.

Quando percebe, já está feito.

Hábitos facilitam nossas vidas. Enormemente.

 

Mas nem todos os hábitos são úteis.

Existem os hábitos inúteis, que não nos ajudam em nada.

Existem os maus hábitos.

Estes precisam ser eliminados ou teremos consequências indesejáveis.

Muitas vezes queremos substituí-los por outros hábitos que consideramos mais úteis.

Queremos novos hábitos, hábitos que ainda não temos.

Chega a hora então da mudança de hábito.

Daí percebemos que mudar hábito não é uma tarefa fácil.

 

O velho hábito, aquele que queremos abandonar, é um hábito. Portanto, um comportamento automático.

Não precisamos fazer esforço para ter aquele comportamento.

Aquilo acontece naturalmente, automaticamente, sem percebermos ou até mesmo contra nossa vontade.

Essa é a característica de um hábito.

E o novo hábito? Este ainda não é um hábito. É apenas um comportamento novo, com o qual ainda não estamos acostumados. Pode até ser um comportamento estranho, de certa forma. E precisa de esforço consciente para fazer. Muitas vezes esquecemos. Em outros momentos, não conseguimos fazer, mesmo lembrando que queremos mudar aquele hábito.

 

A luta é desigual:

De um lado, um comportamento que queremos abandonar, mas por ser hábito, acontece naturalmente, sem esforço, automaticamente.

Do outro, o comportamento que queremos adotar, mas é novo e não estamos acostumados com ele. Ainda não temos muita prática. Demanda esforço: precisamos nos lembrar no momento certo, precisamos dar muita atenção pois ainda não estamos acostumados, temos dificuldades.

 

Às vezes, o comportamento em si não é novo, mas a combinação desse comportamento com a circunstância específica é novo. E o hábito antigo é ter comportamento X naquela circunstância e queremos Y agora. A dificuldade permanece. Fazer X é automático, sem esforço, enquanto que fazer Y exige que você se lembre disso no momento exato, e decida por esse novo comportamento.

 

Um hábito não se instala de uma hora para outra. É resultado da repetição do comportamento durante um certo período.

Uma mudança instantânea não pode ser chamada de mudança de hábito.

 

Aquele hábito que agora você quer abandonar levou meses ou anos para se instalar. E aconteceu naturalmente, provavelmente sem você perceber. Não foi algo intencional. A maioria dos hábitos que temos não foi  aquisição  intencional.

Agora, você quer trocar esse hábito por outro, desta vez, intencionalmente e num tempo menor.

É possível?

Sim, perfeitamente possível, desde que se utilize técnicas que facilitem esse processo. Não basta querer. É preciso saber como fazer. E fazer efetivamente. Muita gente tem o hábito de apenas pensar e não fazer.

 

Alguns ingredientes importantes para o sucesso na mudança do hábito:

O novo hábito deve ser atraente. Deve trazer vantagens grandes o suficiente para você investir nessa mudança.

Você deve se sentir capaz de adquirir o novo hábito, ou pelo menos se dar a chance de fazer o que é necessário.

Mudar apenas um hábito de cada vez é considerado um dos pontos mais importantes pelos pesquisadores nessa área. As pessoas que tiveram sucesso na mudança de hábitos fizeram isso: mudar apenas um hábito de cada vez.

Mas muita gente tem o hábito de querer mudar várias coisas ao mesmo tempo.

Para essas pessoas, portanto, esse será o primeiro hábito a mudar.

 


Entender, compreender, aprender

17 dezembro, 2012

Entender é diferente de compreender.
Entender ocorre no nível intelectual, racional.
Você “entende” o mecanismo, a lógica, as razões, etc.
Entender está no nível das idéias.

Compreender é mais profundo que entender.
Quando você compreende, voce é capaz de expandir o que entendeu, fazendo conexão com experiências próprias ou de outros.
Quando você compreende, é capaz de se colocar no lugar do outro.
Compreender envolve as emoções.

Mas compreender ainda não é o mesmo que aprender.
Quando você aprende, ocorrem mudanças em suas atitudes e comportamentos, porque já incorporou o que entendeu e compreendeu.
Isso geralmente ocorre após práticas repetidas.
Eu disse “geralmente” porque às vezes, o aprendizado ocorre instantaneamente. É o caso de fobia desenvolvida após uma experiência traumática.

De qualquer forma, se não há mudança de comportamento, não houve aprendizado.

Muitas pessoas dizem “eu aprendi que ….” mas continuam com os mesmos comprotamentos.
Na verdade, essas pessoas não aprenderam ainda. Apenas entenderam, ou no máximo, compreenderam.

Quem aprende, faz diferente.

Está aí a explicação porque fazer cursos, colecionar diplomas e certificados nem sempre reflete em mudanças positivas.


“Eu tive este problema…” (parte 1)

31 maio, 2012

Pense em um problema que você tem, algo que está incomodando, algo do qual você gostaria de estar livre.

E diga para si mesmo: “Eu tenho este problema”. Diga isso com convicção. Como se sente? É muito provável que a sensação não seja das melhores.

Agora, experimente dizer com convicção: “Eu terei este problema”. Como se sente agora? Ficou melhor ou pior? O que mudou?

Finalmente, diga para si mesmo com convicção: “Eu tive este problema”. Como suas sensações mudam? Qual das 3 afirmações fez você se sentir melhor? E qual delas fez se sentir pior?

Se você me acompanhou até aqui, dizendo realmente as frases que sugeri, deve ter percebido qual a maneira mais produtiva de pensar sobre um problema.

Quando uso o verbo no presente, é como se eu estivesse vivenciando a situação. É real. Estou neste momento com problema.

Quando uso o verbo no futuro, estou antecipando aquilo que ainda não aconteceu. Mas, como digo que terei o problema, estou vivenciando-o de alguma maneira, pré-ocupado, como se diz.

Mas quando uso o verbo no passado, estou dizendo que aquele problema já não faz parte do meu mundo. Eu tive o problema no passado, eu consegui resolvê-lo e agora não tenho mais. Isso tem algumas implicações: eu fui capaz de solucionar o problema e é possível solucionar o problema.

Ah, mas você insiste em dizer “Eu tenho problema e não vou negar. Não vou me enganar…”?

Mas você quer ter esse problema resolvido, espero.

E você provavelmente gostaria de dizer em breve “Eu tive este problema”.
Em breve, com a parte 2 deste artigo você vai entender melhor como isso funciona.


Não é a força de vontade, é a programação

23 abril, 2012

Crenças são o porque de você fazer o que faz. E o de não fazer também.
Crenças dão permissão a seu comportamento.
Crenças são regras para sua vida.
Crenças, em outras palavras, são as bases da sua programação mental.

Você faz o que faz, e com isso obtém o resultado que obtém, porque está programado para isso.
Não é uma questão de força de vontade.
Não é uma questão de querer ou não querer.
É a programação.

Como uma máquina, você repete os padrões.

Às vezes, você sabe que é bom se exercitar, ter o tipo de alimentação considerada saudável, mas acaba fazendo exatamente o contrário.
Você promete a si mesmo que na próxima vez, você vai ouvir seu filho adolescente com paciência, mas, acaba discutindo com ele como sempre…
É sua programação. Você está programado para agir assim.

Seu programa contém várias instruções, como em qualquer programa de computador.

São regras que dizem: se isto acontecer, faça aquilo.
São regras que dizem: se ela falou uma determinada expressão, ela está querendo me humilhar.
São regras que dizem: se eu questionar meu pai, vou levar uma surra.
São regras que dizem: se ela sorriu para mim, significa que ela gosta de mim.
São regras que dizem: depois disto, faça aquilo.

Você tem uma coleção dessas regras.

Às vezes você quer algo, mas seu programa contém regras que dizem que você não pode querer isso.
Talvez tenha outra regra junto, que diz: “você foi menino malvado, e por isso não merece ter isso”.

Usar a força de vontade é brigar com seu programa.
E o programa sempre acaba vencendo, cedo ou tarde.

A não ser que você mude sua programação.
E você pode mudar sua programação.

Você pode eliminar, por exemplo, aquela regra que diz “se eu questionar meu pai, vou levar uma surra”.
Mesmo porque essa regra provavelmente era válida aos 4 anos de idade, mas hoje você não é mais aquela criança. Não precisa, nem é conveniente continuar agindo como uma criança de 4 anos.

Mas para isso você precisa mudar seu programa. Você precisa retirar aquela regra de sua programação.
Talvez queira inserir em seu lugar outra regra, como esta: “se algo que meu pai disser não combina com minha opinião, pergunto a ele como chegou a essa conclusão”.

Muitas dessas regras são úteis.
Afinal, as coisas boas que você conseguiu foram graças a sua programação.
Mas seu programa também contém imperfeições, que precisam ser corrigidas.
Contém regras inadequadas e/ou conflitantes com aquilo que você quer.

Se você quer algo há muito tempo mas nada muda, porque você não faz o que deveria e faz o que não deveria, então é sua programação.
Não é uma questão de preguiça, falta de força de vontade ou de inteligência.

Talvez você tenha algumas regras que dizem algo como “a vida é curta”,”se eu não aproveitar a vida vou me arrepender”, “aproveitar cada momento da vida significa buscar prazer imediato”.
E há muitas coisas importantes que não proporcianam o prazer imediato, mas se esperarmos algum tempo teremos o prazer em dose muito maior.

Quando você muda sua programação, você passa a agir de maneira diferente. Você passa a fazer sem dificuldades, coisas que antes não conseguia.

Identificar regras que estejam atrapalhando sua vida (essas regras, numa linguagem técnica, recebem o nome de crenças limitantes), removê-las e substiuí-las por outras regras mais atualizadas e úteis.
É assim que se muda sua proramação.


Perguntas-lixo, respostas-lixo

7 julho, 2011

Pensamentos criam realidade.

Você provavelmente já conhece essa frase.

Mas você sabia que as perguntas direcionam os pensamentos?

 

Sim, as perguntas direcionam os pensamentos.

As perguntas definem o foco de sua atenção.

As perguntas determinam que tipo de respostas você quer receber.

Portanto, as perguntas são as respostas.

 

Está confuso?

 

Então pense comigo:

Se eu lhe perguntar: “qual a cor do seu sapato?”, em que você vai pensar? O que vai responder?

Você vai pensar no seu sapato e me reponder dizendo qual a cor do seu sapato.

Você não vai me responder dizendo quantos anos tem sua mãe.(Um político conhecido tinha o hábito de fazer isso, diante das câmeras de TV, mas isso já é uma outra história).

 

Diante de uma pergunta, automaticamente o cérebro começa a procurar uma resposta.

Nós não queremos parecer idiotas, dando respostas sem nenhuma relação com a pergunta.

Queremos encontrar a melhor resposta possível. Assim, procuramos responder de acordo com a pergunta.

 

Isso se aplica tanto a perguntas vindas de outras pessoas, perguntas que fazemos aos outros e também a perguntas que fazemos a nós mesmos.

 

Ao fazer uma pergunta, estamos dizendo que tipo de resposta queremos.

Por isso, as perguntas são as respostas.

 

Para saber a cor do seu sapato, preciso perguntar “qual a cor do seu sapato?”.

Não adianta perguntar “por que você está usando sapatos ao invés de chinelos?”.

 

Em informática, existe uma expressão bastante conhecida, que diz: “Lixo entra, lixo sai”.

Se o resultado que sai do computador é ruim, não é culpa do computador. É porque foram introduzidos dados ruins.

O mesmo acontece com as respostas.

Se temos respostas ruins, o problema está nas perguntas.

Se queremos boas respostas, precisamos fazer boas perguntas.

 

A pergunta “por que meu sapato está furado?” não vai fechar o buraco do meu sapato, nem vai fazer aparecer um sapato novo. Para isso, eu  preciso mudar minha pergunta.

 

Mas o fato é que há muitas pessoas fazendo esse tipo de perguntas e não sabem porque as coisas vão mal em suas vidas.

Estão fazendo as perguntas-lixo e recebendo as respostas-lixo.

 

Perguntas direcionam pensamentos.

Pensamentos criam realiade.

Perguntas-lixo criam realidades-lixo.

 

O que você quer no lugar de realidades-lixo?

Que perguntas você poderia fazer para criar essa outra realidade?

 

 

 

Mizuji