Perguntas-lixo, respostas-lixo

7 julho, 2011

Pensamentos criam realidade.

Você provavelmente já conhece essa frase.

Mas você sabia que as perguntas direcionam os pensamentos?

 

Sim, as perguntas direcionam os pensamentos.

As perguntas definem o foco de sua atenção.

As perguntas determinam que tipo de respostas você quer receber.

Portanto, as perguntas são as respostas.

 

Está confuso?

 

Então pense comigo:

Se eu lhe perguntar: “qual a cor do seu sapato?”, em que você vai pensar? O que vai responder?

Você vai pensar no seu sapato e me reponder dizendo qual a cor do seu sapato.

Você não vai me responder dizendo quantos anos tem sua mãe.(Um político conhecido tinha o hábito de fazer isso, diante das câmeras de TV, mas isso já é uma outra história).

 

Diante de uma pergunta, automaticamente o cérebro começa a procurar uma resposta.

Nós não queremos parecer idiotas, dando respostas sem nenhuma relação com a pergunta.

Queremos encontrar a melhor resposta possível. Assim, procuramos responder de acordo com a pergunta.

 

Isso se aplica tanto a perguntas vindas de outras pessoas, perguntas que fazemos aos outros e também a perguntas que fazemos a nós mesmos.

 

Ao fazer uma pergunta, estamos dizendo que tipo de resposta queremos.

Por isso, as perguntas são as respostas.

 

Para saber a cor do seu sapato, preciso perguntar “qual a cor do seu sapato?”.

Não adianta perguntar “por que você está usando sapatos ao invés de chinelos?”.

 

Em informática, existe uma expressão bastante conhecida, que diz: “Lixo entra, lixo sai”.

Se o resultado que sai do computador é ruim, não é culpa do computador. É porque foram introduzidos dados ruins.

O mesmo acontece com as respostas.

Se temos respostas ruins, o problema está nas perguntas.

Se queremos boas respostas, precisamos fazer boas perguntas.

 

A pergunta “por que meu sapato está furado?” não vai fechar o buraco do meu sapato, nem vai fazer aparecer um sapato novo. Para isso, eu  preciso mudar minha pergunta.

 

Mas o fato é que há muitas pessoas fazendo esse tipo de perguntas e não sabem porque as coisas vão mal em suas vidas.

Estão fazendo as perguntas-lixo e recebendo as respostas-lixo.

 

Perguntas direcionam pensamentos.

Pensamentos criam realiade.

Perguntas-lixo criam realidades-lixo.

 

O que você quer no lugar de realidades-lixo?

Que perguntas você poderia fazer para criar essa outra realidade?

 

 

 

Mizuji

 


Autosabotagem

19 maio, 2011

Autosabotagem é a prática de bloquear seu próprio caminho.

Com isso, impede a si mesmo de alcançar objetivos, resolver problemas, fazer mudanças desejadas.

Você pode fazer “tudo certo”: define os objetivos claros, planeja cuidadosamente  e executa diligentemente os passos programados, vê sinais de que está no caminho certo, mas quando parece que finalmente está chegando onde quer chegar, algo estranho acontece e mais uma vez …

A autosabotagem não é intencional. Não é algo que você planeja conscientemente. Você não começa o dia dizendo “hoje quero me sabotar”. Embora alguns já tenham percebido e digam “acho que vou me sabotar mais uma vez”, o fato é que eles não podem fazer nada a respeito – sentem-se impotentes diante do seu próprio comportamento irracional.

Na maioria das vezes, você só percebe depois ter se sabotado. Ou nem isso: você se pergunta por que nunca consegue,  apesar dos esforços, por que sempre acontece alguma coisa que atrapalha, por que não tem sorte, etc. – sem obter alguma resposta realmente útil.

Há também situações onde você tem a consciência de que está se sabotando. Mas não consegue fazer nada. Parece estar sob os efeitos de alguma força maior que você impedido-o de fazer qualquer coisa diferente. Você insiste teimosamente em fazer coisas que já sabe que não funcionam.

Se você está manifestando coisas diferentes das que pede, está se sabotando.

Se você não sabe por que as coisas estão difíceis em sua vida, está se sabotando.

Se você vai ao médico, mas não segue suas recomendações, então está se sabotando.

Se você continua tendo um padrão de comportamento que sabe que não está lhe fazendo bem,  quer mudar isso, mas nunca tem tempo, dinheiro, oportunidade, então está se sabotando.

Se você costuma começar muitas coisas mas nunca consegue terminar, então está se sabotando.

Para acabar com a autosabotagem, precisamos primeiro identificar  os medos e as crenças escondidas no inconsciente.  Em seguida, temos que eliminar esses medos, eliminar e/ou substituir as crenças inadequadas  por outras mais úteis e atualizadas.


Transição

30 março, 2011

Provavelmente você já teve experiências assim:

Participou de algum curso que prometia mudanças – tavez um curso de algumas horas, um final de semana, alguns dias — não importa.

O curso foi muito bom, foi muito proveitoso, você ficou muito satisfeito.

Saiu do curso com a certeza de que desta vez, finalmente faria a mudança com que vinha sonhando.

Mas, depois de alguns dias, algumas semanas ou alguns meses, as mudanças não acontecem ou não se sustentam….

Você começa a duvidar da eficácia do curso, seu conteúdo, ou até mesmo de sua própria capacidade.

 

Isso acontece com muitas pessoas. Muitas, mesmo.

 

No mundo dos negócios, “transição” é um conceito que começa a receber atenção.

 

Transição é aquele hiato entre o estado atual em que a pessoa se encontra e o estado desejado, o objetivo, o resultado da mudança.

Transição é aquela fase delicada, instável,sensível, em que você não está mais no velho terreno conhecido, mas ainda não está instalado com segurança e conforto no novo lugar.

Um executivo que é enviado para dirigir uma unidade no exterior, onde o idioma é diferente, a cultura é diferente, onde nem tudo que era considerado certo no país de origem não tem mais sentido, hábitos, costumes, valores diferentes, etc. costuma sofrer nessa fase de transição.

Um trabalhador operacional que acaba de ser promovido a supervisor vive os mesmos dramas.

Um técnico que foi demitido e resolve abrir um negócio próprio, passa também por essa fase de transição.

 

E o mesmo acontece com qualquer um que queira fazer mudanças significativas em sua vida.

A decisão de ir morar só ou com alguém, mudar de profissão, e até mesmo a decisão de ganhar o dobro do que ganha atualmente têm sua fase de transição.

 

Os estudiosos do assunto descobrirram que muitas vezes, a resistência não está na mudança em si, mas na transição.

 

Algumas empresas e alguns profissionais descobriram a importância do apoio durante a fase de transição.

Sem apoio, há grandes possibilidades de se comprometer a mudança: desistências, elevado nível de estresse, atitudes desastrosas,  fracassos, etc.

Hoje há profissionais especializados nesse trabalho: os coaches de transição.

 

Se você já fez excelentes cursos, leu livros brilhantes, sente-se capaz e inteligente, mas a mudança continua difícil, o problema pode estar na forma de lidar com a transição.

Transição é como a travessia da pinguela: você quer fazer isso sozinho, sem apoio?

 

 

 


O Ditador Invisível

24 janeiro, 2011

Crenças limitantes são traiçoeiras.

Crenças limitantes geralmente são invisíveis.

Elas estão bem na nossa cara e não as notamos.

E apesar disso, determinam nossos comportamentos, nossas atitudes.

 

Pense em algo que não tem muita vontade de fazer.

 

Se você diz ou pensa

 

Isto é muito chato de fazer

Nao gosto de fazer isto

Isto dá muito trabalho

Isto não tem sentido

Não é minha responsabilidade

Estou perdendo tempo

Só de pensar me dá preguiça

etc.

 

Saiba que cada um desses pensamentos é uma crença limitante.

 

Para maioria das pessoas, é uma surpresa saber que essas frases tão comuns sejam crenças limitantes.

 

Às vezes nem temos consciência desses pensamentos.

No entanto, sentimos algo desagradável em nosso copo:

uma moleza, preguiça, tensão nos ombros, etc.

Ou ficamos mal-humorados, desanimados, irritados.

 

O que há por trás dessas sensações e sentimentos desagradáveis?

 

São aquelas mesmas crenças – só que não temos consciência delas.

 

O problema com as crenças limitantes é que elas limitam nossas possiblidades.

Nós agimos de acordo com essas crenças.

Fazemos coisas inúteis ou que nos prejudicam.

Deixamos de fazer coisas importantes – mesmo sabendo aonde tudo isso vai nos lebar.

 

Se eu digo que aquele trabalho é chato, eu tenho as reações e comportamentos de acordo com isso.

E tenho os resultados coerentes com tudo isso.

 

Seria muito estranho se eu dissesse que o trabalho é chato, que estou perdendo tempo e ao mesmo tempo estivesse  sorridente, executando o trabalho com muito prazer e satisfação. Afinal, eu tenho que manter a coerência…

.

 

 

Uma ótima  semana para você.

 

 

 

Mizuji Kajii

 


Significados

7 agosto, 2010

Nada tem significado por si só.

Coisas são apenas coisas. Acontecimentos são apenas acontecimentos. Pessoas são apenas pessoas. Seus gestos, olhares e comentários também não passam de gestos, olhares, comentários. Somos nós que atribuímos os significados a tudo isso.

Algumas pessoas são boas em atribuir significados interessantes a coisas, acontecimentos e pessoas.

Se você conhece pessoas assim, sabe que elas parecem mais felizes.

Outras,  preferem dar significados ruins a coisas, acontecimentos, pessoas, etc.

E dessa forma, elas acabam sofrendo — por causa desses significados. Vivem estressadas, deprimidas, desanimadas, etc.

Você também conhece esse tipo de gente.

O fato é que muitas pessoas ainda não sabem que têm o poder de escolher os significados para qualquer coisa.

Mas agora você já sabe que pode dar significado que quiser a coisas, atividades, pessoas, comportamentos, etc.

Que tipo de significado você costuma atribuir a suas ações do dia a dia?

Se você gosta de fazer alguma atividade, é por causa do significado que você atribuiu a ela.

E se não gosta, também é por causa do significado que você deu a ela.

Se você diz que lavar os pratos é um trabalho de escravo, assim será.

E se você dissesse que lavar os pratos é como limpar os sentimentos e pensamentos negativos de sua vida?

Se você, ao lavar os pratos, enquanto a água escorre e leva a sujeira para o ralo, dissesse que com aquele ato está se libertando de raiva, ressentimento, culpa, etc.?

Como mudaria sua experiência?

Pense em algo que não tem muita vontade de fazer.

Fazer caminhada, por exemplo – algo que muita gente sabe que vale a pena, mas não pratica.

Se você sempre tem desculpas para não fazer a caminhada – porque “não tem tempo”, é porque você deu esse significado à caminhada. Isto é, “a caminhada é uma perda de tempo”. Como você não quer perder tempo, também não vai fazer a caminhada.

Agora pense: como seria, se você dissesse que cada passo que dá na caminhada é um passo em direção a seu objetivo? Cada passo é uma etapa para alcançar seu objetivo. Muda alguma coisa?

Você poderia dizer, enquanto anda rápido, que está indo rapidamente em direção a seu objetivo.

Enquanto anda devagar, apreciando as paisagens, poderia dizer que enquanto segue em direção a seu objetivo, aprecia e aproveita cada momento de sua vida.

O que você acha dessa forma de pensar sobre suas atividades do dia-a-dia?

O que mudaria em sua vida, se começasse a fazer disso um hábito?

Que significado útil você daria para o cozinhar? Tomar banho? Abrir uma porta? Dirigir carro?

Um abraço

Mizuji


Achar x pensar x querer

4 julho, 2010

Em nosso idioma, “achar” muitas vezes vale menos do que “pensar”.

Compare estas duas palavras: “achismo” e “pensamento”.

Em qual delas você confia mais?

O achar nem sempre é lógico e o pensar é um processo mais racional.

O achar muitas vezes parece vir “do nada”. Sem fundamento. Apenas um palpite, um chute.

Não nos sentimos confortáveis com o que não entendemos.

Mas, há ocasiões em que vale a pena prestar atenção no “achar”, mais do que no “pensar”.

Você sabe que estamos exatamente na metade do ano.

E aqui vai uma pergunta:

Como você acha que vai ser seu final de ano?

Que resposta veio a sua mente, imediatamente após esta pergunta?

Vale a resposta espontânea, não a resposta “pensada”, já que eu não perguntei “o que você pensa” e sim “o que você acha”.

Você acha que este final de ano vai ser praticamente uma repetição do que foi nos anos anteriores?

Ou acha que vai ser muito diferente?

Agora, uma outra pergunta:

Como você quer que seja seu final de ano?

Que resposta veio?

Essa resposta veio rapidamente — quase que automaticamente, ou foi necessário pensar?

E aqui vai mais uma pergunta:

O que você acha que vai acontecer com seu final de ano é muito próximo do que você quer?

Ou as duas coisas estão distantes?

Se as duas coisas são muito próximas, você tem boas chances de que isso realmente aconteça.

Mas quando aquilo que você acha que vai acontecer é diferente do que você quer que aconteça, muito provavelmente o que você “acha” acaba vencedo o que você “quer”.

E a situação fica mais desfavorável ainda, se você precisou pensar antes de responder sobre o que quer.

O que você acha de pensar sobre tudo isso com cuidado?

Um abraço

Mizuji


“MAS”, a palavra mágica

2 maio, 2010

A palavra “mas”, tem um poder interessante.

Ela anula o que vem antes dela.

“Eu quero viajar para Europa, mas isso vai custar muito caro”.

Nesta frase, o querer viajar para Europa perdeu a força diante do fato de custar caro.

Assim sendo, a viagem está praticamente descartada.

“Você fez um bom trabalho, mas faltou um pequeno detalhe…”

Como você se sentiria diante de um comentário como este em relação a seu trabalho?

Quando mal utilizada, a palavra “mas” desmotiva, desanima, enfraquece a pessoa, diminui a autoestima.

Alguns exemplos:

Quero ter sucesso na carreira, mas estou numa profissão que não é valorizada.

Quero ter meu negócio próprio, mas não tenho capital.

Quero dobrar meus rendimetnos, mas não sei como.

etc.

Mas, (você consegue notar o efeito desta palavra agora, nesta frase?) quando bem utilizada, ela se torna uma aliada poderosa.

Veja que interessante:

Estou numa profissão que não é valorizada, mas quero ter sucesso na carreira.

Não tenho capital, mas quero ter meu negócio próprio.

Não sei como, mas quero dobrar meus rendimentos.

Os obstáculos perdem sua importância.

Só com esta mudança, muitas vezes surgem idéias interessantes para superar os obstáculos.

Quando você diz “quero ter meu negócio próprio, mas não tenhocapital” — é como se estivesse desistindo, ou no mínimo sem esperanças.

Quando você faz uma mudança pequena e diz “não tenho capital, mas quero ter meu negócio próprio”, poderão surgir muitas idéias: procurar um sócio com capital é uma das opções, ou começar a poupar e formar o capital para iniciar o negócio próprio, ou procurar um negócio compatível com o capital de que dispõe, etc.

A fórmula é muito simples: quando perceber que sua frase usa o “mas” como desculpa para se sentir mal, simplesmente gire a frase de 180 graus. Troque de posição as partes que estão antes e depois do “mas” e isso fará uma grande diferença.

Só com isso, você poderá elevar sua autoestima, ser mais produtivo, mais animado, mais motivado, enfim, ter mais sucesso.

Experimente.

Ah, não quer experimentar?

Então tem um “mas” mal colocado.

Talvez você esteja dizendo “é uma idéia interessante, mas acho que não vai funcioanr para mim”

Então diga:

“Acho que isso não vai funcionar para mim, mas é uma idéia interessante e vou experimentar”.

Um abraço

Mizuji


A dificuldade diante do “não”.

14 abril, 2010

Como você reage diante do "não"?
A maioria das pessoas tem enormes dificuldades com isso.
Algumas ficam apavoradas e até paralisadas só de pensar nisso.
Quantas coisas são evitadas só para evitar a dor de ouvir o "não"?
Quantas oportunidades são perdidas por causa disso?
Quantos problemas são gerados por causa desse medo?

Quando você era criança muito pequena muitas coisas foram negadas a você, com
razão ou não.

Imagine uma criança de 2 meses de idade.
Ela está com fome. Quer mamar e o leite é negado.
Isso pode ser apavorante para uma criança nessa idade, pois a negação do leite
pode significar ameaça a sua sobrevivência.
Ela não tem muitos recursos: berrar, chorar, debater-se — não muito além disso.
Portanto, o medo do "não" neste caso é justificado e adequado.

Mas por alguma razão aquilo ficou gravado na mente. Talvez por ter sido uma
experiência muito forte, talvez por ter acontecido repetidas vezes, ou qualquer
outra razão. Um programa foi instalado em sua mente.
Assim, mesmo depois de 20, 30, 40, 50 anos, aquele programa continua lá e toda
vez que ouve um "não", ou mesmo diante da uma possibilidade disso acontecer, ele
é acionado imediatamente e a pessoa tem as mesmas sensações de quando tinha 2
meses de idade…

É um caso típico de programa obsoleto que necessita urgentemente de
substituição.
Uma pessoa adulta tem muitos recursos a sua disposição, antes de ficar
apavorada:
- sabe usar a linguagem e com isso argumentar, negociar, persuadir, etc.
- tem o domínio de seus movimentos; pode ir para onde quiser, fazer o que quiser
- tem força física para se defender em diversas situações
- tem conhecimentos e habilidades para resolver inúmeros problemas
- etc.

Você ainda tem um programa ativo que diz:
"não" = ameaça a sua sobrevivência ?

Ou já tem um mais atualizado, que diz:
"não" pode significar qualquer coisa, desde "não estou pronto", "explique
melhor", "bem que eu gostaria…" até mesmo um "sim"?
Você sabia que um "não" pode às vezes significar "sim"?

Como seria se já tivesse um programa que diz:
"aqui estão as opções e você tem a liberdade de escolher ou inventar o
significado mais útil para você obter o que deseja"?

 

Um abraço

 

 

Mizuji


O efeito nocebo

3 abril, 2010

Provevelmente voce já ouviu falar do placebo.

São as chamadas “pilulas de farinha”  ou “falsos remedios” distribuidos aos voluntarios em testes de novos medicamentos, sem dizer a eles que se tratam de comprimidos “sem efeito”.

Essas pilulas não tem a composição quimica de um remedio real, apenas tem a aparencia.

Acontece que muitas pessoas que tomam o placebo apresentam reações identicas a de outras pessoas que tomam o remedio verdadeiro.

A esse fenomeno dá-se o nome de “efeito placebo”.

Segundo pesquisadores, isso ocorre em cerca 30% dos casos.

30% é um número respeitável e merece atenção.

Na verdade, o efeito placebo é a manifestação do poder das crenças.

Ou o “poder da fé”, numa linguagem menos técnica.

Ao acreditar, a mente da pessoa é capaz de provocar mudanças em seu corpo, produzindo efeitos positivos.

Esse é o lado positivo do poder das crenças.

Existe tambem o efeito “nocebo”.

É exatamente o oposto do placebo.

A pessoa não acredita na eficacia do remedio e isso faz com que o remedio, mesmo sendo verdadeiro, com a composição quimica correta, “comprovadamente eficaz”, não produza o efeito esperado.

Mais uma vez, o poder das crenças.

Ao não acreditar na eficácia do remédio, a mente é capaz de fazer com que o corpo anule seus efeitos.

O efeito nocebo está presente de diversas maneiras na vida das pessoas.

Mais acentuadamente em pessoas negativas, que sempre tem expectativas pessimistas sobre qualquer coisa.

“Não vou conseguir”, “Acho que vai dar errado de novo”, “Sempre foi assim”, etc., são os indícios de que a pessoa sofre do “efeito nocebo”.

Nada funciona para essas pessoas, quando pensam assim.

Não importa a qualidade do remédio, do equipamento, da técnica, etc.

Não importam os casos de sucesso, nem os esforços.

E continuará assim, a menos que ocorram mudanças em suas crenças.

Um abraço

Mizuji


Walk the talk

3 março, 2010

Falar é facil mas fazer o que diz não é tão simples assim.

Existe uma expressão em ingles bastante conhecida: “Walk the talk”.

A tradução seria mais ou menos como “faça o que diz”.

É um conselho dos “sabios” repetido por muita gente respeitada.

Bobagem.

Já imaginou como seria este mundo se todos fizessem o que dizem?

Alguem diz para voce: “eu mato você” – e ele mata.

Ainda bem que nem sempre fazemos o que dizemos.

O que nós fazemos não depende do que dizemos, mas de nossas decisões.

Nossas decisões não são baseadas na razão e sim na emoção.

Por isso, muitas vezes dizemos uma coisa e fazemos outra. Pensamos de um jeito e fazemos diferente do que pensamos.

Muitas vezes “sabemos o que é o certo” e fazemos justamente o contrario.

Algumas pessoas fazem isso com mais frequencia que outras.

As pessoas fazem isso com mais intensidade em determinadas areas do que em outras.

Ninguem escapa desse padrão.

Pessoas consideradas sensatas e sábias podem ter comportamentos irracionais ou até infantis em determinadas areas.

Um consultor financeiro que faz seus clientes ganharem rios de dinheiro pode estar totalmente falido na vida pessoal…

Para fazer o que diz, é preciso que a pessoa sinta o que diz.

Se a pessoa sente o mesmo que ela diz, então fará aquilo que diz. Caso contrario….

Isso é chamado de “congruencia”.

O conselho correto deveria ser “sinta o que diz”.

Mas ainda não vi alguem dar esse conselho.

Interessante…

Um abraço

Mizuji


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